Eu estava me segurando para não escrever sobre esse tema, mas devido aos posts idiotas que eu li no Facebook, vou sim me dar ao trabalho de escrever o que eu acho. (E sim, não me importo com o resto, a opinião é minha e pronto)
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Eu sei que o nome “Marcha das Vadias” não deve ter causado uma boa impressão na grande maioria das pessoas, mas parece que as pessoas nem se deram ao trabalho de tentar entender sobre o que foi essa passeata. Tive que ler comentários como “mais uma passeata idiota na história” e “perderam o senso do ridículo”. Vocês querem achar que essa passeata era só um monte de garotas admitindo que são vadias? Ótimo. Eu vejo como o futuro. Eu vejo como uma oportunidade de mostrar que os direitos entre homens e mulheres podem ser mais do que algo que só está escrito.
Eu vejo um mundo no qual as mulheres não se submetem aos homens e não sofrem violência doméstica, verbal ou sexual. Eu vejo um mundo no qual um homem e uma mulher ganham o mesmo salário quando estão na mesma posição. Eu vejo um mundo onde uma mulher ficar bebada e um homem ficar bebado seja igualmente deselegante. Mas principalmente, eu vejo um mundo no qual as pessoas se respeitam por quem elas são.
Ridículo mesmo é um homem julgar uma mulher pelas roupas que ela usa, ou pelas bebidas que ela vira em uma festa. Nenhuma dessas situações são motivos para “passe livre para estupro”. Existem coisas que quando homens fazem, é normal e quando mulheres fazem, elas se tornam vadias. Isso é normal? Na nossa sociedade, é. Só que não é certo e não é como deveria ser.
Eu vejo todos os dias as pessoas reclamando do Brasil por diversas razões. Sabe o que acontece em Paris quando uma menina bebe mais do que devia em uma festa? Absolutamente nada, porque cada um cuida da sua vida e pronto. Se vocês querem tanto que o Brasil se torne um lugar bom para se viver, por que não começar por você? Por que não começar a respeitar o outro, independente de classe, cor, idade ou sexo? Já está na hora de as pessoas aprenderem que o mundo só vai mudar quando elas mesmas mudarem de comportamento.
O lugar de um homem é onde ele quiser. E o de uma mulher também.
“Quero sair para comer um doce”, eu disse, olhando para o chão e tentando não pensar naquilo que me fez chorar e, dentro de mim, um vazio enorme me dissesse “olá” como se fosse ficar ali para sempre.
“Tudo bem”, ele disse, com o jeito calmo de sempre. “Vamos guardar as coisas e dar uma volta”.
Eu estava gostando de ideia de ninguém saber como eu me sentia, porque eu estava conseguindo esconder bem o quão magoada eu estava. Saímos do prédio e perguntei aonde ele queria ir.
“Peraí”, ele se adiantou e me puxou e me abraçou. Por um segundo, achei que eu fosse desabar a chorar e nunca mais ia parar, porque esse era o meu maior medo: começar. Eu sabia que se começasse, não teria tempo certo para acabar. E eu, que nunca fui lá muito fã de afeto em público, o abracei de volta. Não porque eu gostasse do abraço dele nem nada, mas porque eu realmente precisava daquilo.
“Como você sabe? Quem te contou?”, eu perguntei.
“Você me contou quando não olhou para mim, e ficou quieta, e em vez de almoçar direito como sempre, pedir um sanduíche”.
Achei engraçado, e isso não saiu da minha cabeça. Senti falta dessa amizade que surge do nada mas fica lá. Aquela amizade que não é porque vocês são muito iguais ou muito diferentes, mas porque vocês simplesmente se entendem. Gostei de ver que eu tinha um amigo, o que atualmente, é um grande passo. Não que eu não tenha amigos, não é isso o que eu estou dizendo. O que eu quis dizer é que, de vez em quando, é bom você saber que você importa para alguém e ver que você se importa com ela também.
Vou ser sincera: foi horrível ver que aquilo que eu estava pensando de “ninguém estar conseguindo me ler!” foi por água abaixo. Mas a ideia de ver que alguém se importava, foi ótimo. No meio daquele abraço, senti que eu conhecia aquele amigo há muito muito tempo, do tipo que eu brincava de bang-bang quando éramos pequenos e na trilha sonora da nossa amizade, Bon Jovi estaria nos levando para o mundo de aventuras de Wanted Dead or Alive. Foi bom ver que amizade não é aquela que você precisa ter há anos. Basta que seja tempo o suficiente.

Às vezes eu simplesmente não sei o que fazer com a minha vida. Não sei se largo tudo e fujo para qualquer lugar, não sei se mudo de carreira, de cidade, de personalidade por um tempo apenas para poder me sentir diferente. Eu sei, esse é o tipo de pessoa que reage dessa forma quando está com medo. O problema é que o medo parece mais racional e bem mais fácil de lidar do que as decisões que eu acabo tomando ao longo do caminho.
Eu sei que eu não sou perfeita. Eu sei que eu faço muitas coisas errada e acabo me arrependendo no momento em que me pego fazendo essas coisas. Porém, nem tudo pode voltar atrás. E se voltar, não vai ser do jeito que costumava ser. Só sinto falta dos tempos em que escolher uma profissão nos dava a liberdade de escolher ser cantora, astronauta e professora ao mesmo tempo. Não sei, de verdade, o que o futuro me aguarda. Mas eu tenho a esperança que vai ser um futuro grande, repleto de falhas e montanhas que serão escaladas, para no fim ter apenas uma terra plana, bonita, de preferência com muita paz e tranquilidade pelo meu caminho até o pôr-do-sol.
http://www.youtube.com/watch?v=dvf—10EYXw&ob=av2e
Então você não quis ficar mais comigo. Grande coisa. Fiquei chateada sim, mas percebi que você não era lá grande coisa. Percebi que você me mudou mais do que eu planejava e, depois de tudo, me olhei no espelho e vi que eu já não me reconhecia. Tudo isso porque eu fiz o possível e inimaginável para te ter ao meu lado.
Engraçado isso, porque você fez o oposto. Quando eu dizia que não queria me apegar e não queria nada sério, você dizia que queria namorar e que eu era tudo na sua vida. Depois de muito tempo, percebi que você tinha razão, e aos poucos comecei a gostar da ideia da monogamia. E foi aí que você mudou.
Veio com aquele papo de não querer namorar, desculpas esfarrapadas e evaporar da face da Terra. Isso foi o fim. Eu já não me importava que você sumisse. Eu me importava que você tivesse a cara de pau de voltar e dizer que me amava mas não queria namorar porque iria começar a mentir para mim e estragar tudo.
Opa. Peraí. Me amava? Sério? De onde você tirou isso? Amor é mais do que o seu egoísmo. O amor é nobre e sincero, o que não justifica suas mentiras. Então, você não quis mais ficar comigo? Great. Eu não preciso de você. Nunca precisei. Sempre fui independente e feliz sozinha, sem saber sequer pronunciar a palavra “AMOR”. Está na hora de voltar a ser feliz.
The bitch is back.
(sim, eu sei que você odeia essa música)
” Eu não sou o senhor do tempo, mas eu sei que vai chover, me sinto muito bem quando fico com você. Eu tenho habilidade de fazer histórias tristes virarem melodia, vou vivendo o dia-a-dia. Aprendendo todo dia, me espelho em você, corro junto com você, vivo junto com você, faço tudo por você. Continuo por você e por mim, porque quando a casa cai não dá pra fraquejar. O tempo passa e um dia a gente aprende, hoje eu sei realmente o que faz a minha mente, eu vi o tempo passar vi pouca coisa mudar, então tomei um caminho diferente. Tanta gente equivocada faz mal uso da palavra, falam, falam o tempo todo mas não tem nada a dizer, mas eu tenho santo forte é incrível a minha sorte. Agradeço todo tempo por ter encontrado você. E um dia a gente cresce, e a gente se pergunta porque a vida é assim. É difícil pra você e é difícil pra mim.”

Ela não era a mais bonita ou a mais inteligente. Ela estava sempre de vestido, com o cabelo preso em uma trança o jeito sempre intensamente inseguro. Como se cada palavra fosse um desafio vencido, e quanto mais baixo ela falasse, mais confiante com ela mesma ela se sentia. Tinha uma tatuagem de um momento imprudente de adolescentes que querem se sentir livres. Uma janela aberta em um dos pulsos, para simbolizar a liberdade do livre arbítrio.
Por algum motivo, não gostava de sorrir. Não gostava de chocolate, também. Gostava muito de ler e de tomar chá quente no frio e chá gelado no calor. Porém, o que ela mais gostava, era de ser sozinha. Porque sozinha ela não tinha que dividir seus pensamentos, aceitar outras opiniões e ser vulnerável diante dos outros. Era apenas ela e ela mesma, e estava feliz assim.